25/04/2017 • 21:51:50

5 dicas para fotografar em viagens

A Índia, em especial o Taj Mahal, é um dos cenários mais clicados do mundo e disso nós já sabemos. O que nós não sabemos é como vamos encontrar estes cenários em nossas viagens. Para isso pensamos em algumas dicas que podem ajudar na hora de fotografar pelo país.




É comum antes de viajarmos procurarmos fotos dos principais pontos turísticos que podemos visitar. Quando fazemos isso, lindas imagens são expostas pelos diversos sites e blogs que encontramos. Criamos uma expectativa de que quando chegarmos aos locais o que veremos será exatamente como naquela foto, o que acaba decepcionando muita gente. A maioria das imagens mais acessadas na web são imagens profissionais, ou seja, são captadas com o maior cuidado (com isso quero dizer que o fotógrafo não estava a passeio e simplesmente fez um clique rapidamente antes de partir para o próximo ponto, e sim que pensou na luz, no horário correto, dentre outras coisas e no final pegou uma carona no famoso Photoshop e deu aquela melhorada – as vezes aquela manipulada marota). De qualquer forma também podemos utilizar de algumas dicas para conseguir melhorar o resultado final de nossas fotos.



Dica #1

O equipamento não faz o fotógrafo

Hoje em dia todos nós possuímos uma câmera, ou seja, nosso celular é a câmera nossa de cada dia. Não se iluda em pensar que ao comprar um equipamento caro sua foto automaticamente será como as fotos que você viu no Google. Se você realmente quer tirar boas fotos, invista em conhecimento sobre fotografia e conheça seu equipamento para tirar o melhor proveito que ele possa te oferecer.

 

Dica #2

Disponha de tempo se quer uma bela foto

Muitas vezes estamos apressados em nossas viagens e planejamos nosso roteiro muito apertado, isso acaba dificultando muito na hora de fotografar. Fotografia é uma forma de expressão e se você quer passar algo em sua foto, é preciso ter paciência. Se tratando da Índia muitas coisas acontecem ao mesmo tempo e você estará diante de cenários extremamente lotados, por isso é preciso muita paciência para esperar o momento certo de clicar, principalmente se você quer uma foto exclusiva em algum monumento. Dentro dessa dica também incluo o horário da visita, procure saber quais são os horários de menor movimento no seu ponto de interesse.

 

Dica #3

Inove no olhar

É claro que em alguns casos queremos aquela foto clássica que todos os turistas fazem, porém podemos trazer um novo olhar para estes cenários. Desde o Taj Mahal aos Ghats de Varanasi, é possível achar um ângulo ainda não clicado. Ande bastante, observe bastante e experimente bastante. Tire uma, duas, três fotos ou mais do mesmo assunto, variando o enquadramento. Tenho certeza que no final irá encontrar uma que te agradou de uma maneira diferente das demais.

 

Dica #4

Converse com as pessoas

Esta é uma das dicas mais importantes que podemos dar. Nossa maior riqueza ao viajar para Índia foi a cultura que absorvemos ao conversar com as pessoas. Conversando podemos conhecer mais sobre os assuntos que estamos fotografando e criar fotos cheias de histórias e contexto. Uma foto de um ritual de cremação seria apenas um corpo em chamas se não soubéssemos o que aquilo representa para a cultura indiana. Além disso, conversando podemos conseguir ótimos retratos do povo local, os indianos adoram uma foto e sempre estão dispostos a posar para o clique (muitas vezes até pedem para sair na foto).

 

Dica #5

Conheça as regras

Alguns locais possuem regras, como por exemplo templos que não podem ser fotografados, ou áreas específicas do templo que não podem ser fotografadas. Outros locais não aceitam o uso de tripé (caso do Templo de Ouro em Amritsar ou o Red Fort em Délhi). Algumas cerimônias também são proibidas de serem fotografadas sem autorização dos participantes, como é o caso do ritual de cremação em Varanasi. Então tenha em mãos as informações prévias para não se decepcionar ao chegar no local. Na dúvida pergunte para não causar nenhum constrangimento.



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17/04/2017 • 21:22:03

Sistema de castas na Índia

Quem viaja para um destino como Índia não tem como deixar de lado a curiosidade sobre o sistema de castas no país, uma das características culturais mais diferente e marcante.




No processo de planejamento da nossa viagem, conseguimos por uma indicação o contato de uma brasileira que mora em Jaipur há 4 anos e combinamos de nos encontrar por lá. Chegando na cidade, marcamos um jantar em um restaurante que ela nos indicou bem gostoso e próximo ao nosso hotel, e a partir daí, dá para imaginar que assunto não faltou naquela noite.
Confesso que entender o sistema não é uma tarefa fácil, mas começamos a conversar sobre ele. Antes, vale lembrar, que ele vigora no país há muito tempo, mas muito mesmo, e é baseado nas escrituras sagradas da fé hindu, a religião que é predominante por lá.
Acontece que esse sistema passou a ser ilegal em 1960 na época de pós independência do país, mas persiste até os dias de hoje por questão cultural, com mais de 2 mil castas e 20 mil subcastas, o que para nós estrangeiros, acaba sendo difícil de compreender.



Mas as castas são divididas basicamente em 4 grupos, sendo eles:
Os Brâmines que é considerada a casta mais alta, formada por pensadores e letrados, exercendo a profissão como os professores e sacerdotes. Para o hinduísmo, eles nasceram a partir da cabeça do deus Brahma.
Os Xátrias são os guerreiros, como policiais e soldados que nasceram dos braços de Brahma.
Os Vaixás são os comerciantes, que nasceram das pernas de Brahma.
E os Sudras são considerados os camponeses e operários, nascidos dos pés de Brahma.

Sei que nesse momento você deve estar se perguntando como eles conseguem identificar quem pertence a qual casta, pois acreditem, eles sabem a qual casta uma pessoa pertence apenas pelo sobrenome.
É lógico que muita coisa vem mudando no país, principalmente na região urbana, e o sistema mesmo que de forma lenta vem enfraquecendo com o tempo. Os casamentos até então são realizados entre suas próprias castas, mas hoje matrimônios entre castas diferentes, quando acontece, não é tão mais malvisto.

E os Dalits, os intocáveis, existem?

Sim, existem e são aqueles que não pertencem a nenhuma casta, nascidos a partir da poeira em que o deus Brahma pisou. São considerados impuros, excluídos da sociedade e tratados a vida inteira como pessoas inferiores, aceitando isso como a “vontade de deus”. Caso um dalit se revolte contra essa vontade sofrerá consequências graves na fé hindu.
Eles estão por todas as partes, e são responsáveis por trabalhos como recolher lixos e limpar banheiros. Um daliti não se dirige a você, nós turistas por questão cultural não fazemos essa diferença, mas mesmo assim eles permanecem o tempo todo olhando para o chão. Eles não podem sentar na mesma mesa que uma pessoa que pertence a uma casta, e nem usar a mesma toalha, copo, pratos e etc.



Como o sistema nos dias de hoje não existe de forma legal, mas sim de forma cultural, o governo indiano tentou implantar alguns programas com o objetivo de inserir essas pessoas na sociedade e diminuir a desigualdade social, mas devemos lembrar que a Índia é um país com uma presença cultural muito forte, ainda mais quando se trata sobre religião.


 



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07/04/2017 • 14:50:02

Taj Mahal e sua história de amor

Por trás de um dos mais famosos pontos turísticos da Índia existe uma história de amor que inspira vários turistas, isso porque o Taj Mahal é um mausoléu construído pelo imperador mongol Shah Jahan em memória a sua terceira esposa Mumtaz Mahal que morreu quando deu à luz a seu 14º filho em 1631.




O imperador Shah ficou tão sentido com a morte de sua esposa favorita, que deu início a construção do monumento no ano seguinte as margens do rio Yamuna na cidade de Agra, antiga capital do império mongol.

O complexo demorou 22 anos para ser finalizado, e teve em sua construção 20.000 trabalhadores da Índia e de toda a Ásia Central envolvidos, além de mil elefantes que transportaram todo o material e 28 tipos de pedras semipreciosas. O Taj foi considerado em 1983 Patrimônio da Humanidade e em 2007 uma das Novas Setes Maravilhas do Mundo Moderno.



A grandiosa estrutura central foi construída em mármore branco, esculpida com várias pedras semipreciosas em perfeita simetria, formando quatros faces idênticas com impressionantes arcos. A cúpula tem fios de ouro e inscrições do Corão feitas com uma rocha da cor azul chamada lápis-lazúli.



É possível apreciar ao redor lindos jardins, além do famoso espelho d’água que reflete a construção. Em volta há outras obras feitas em pedra vermelha que completa o projeto, entra elas, uma mesquita, e outros mausoléus em homenagem a outras esposas do imperador.



Entrando no complexo:
Para entrar é preciso passar por um guichê e adquirir um bilhete no valor de 1.000 rúpias para estrangeiros. Além da entrada, o bilhete dá direito a uma água de 500 ml e a uma proteção para cobrir os pés.
O Taj Mahal é aberto todos os dias, exceto as sextas-feiras, das 6h às 19h, e é possível pagar guias para conhecer um pouco mais sobre a história.
Câmeras profissionais e celulares tem entrada permitida, mas os tripés (acessório para câmeras profissionais) são proibidos.



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05/04/2017 • 15:28:48

Saree – tradição e estilo

O Saree, umas das roupas mais femininas, elegantes e graciosas do mundo, é responsável pelos contrastes de cores encontrados nas ruas indianas.




Feito por diversos tecidos, desenhos, cores e bordados é considerado a vestimenta feminina mais antiga da Índia, sendo tradicional entre a maioria das mulheres, e obrigatoriamente usados por aquelas que são casadas.

Ao longo dos séculos cada região tem desenvolvido o seu próprio estilo com tecidos exclusivos e técnicas de tecelagem, mas apesar de estilos regionais e influências de design moderno, o Saree permanece atemporal. No estilo drapeado mais comum, a vestimenta é feita com 6 metros de pano envolto em torno da cintura da mulher, usado por cima de uma blusa de mangas curtas conhecida pelo nome de Choli, geralmente cortada como top, deixando o umbigo/barriga a mostra.





Existem vários bazares pelas cidades com uma diversidade incrível, onde é possível encontrar sarees de diversos modelos e preços. Além dele, outra peça considerada bem tradicional por lá são as Pashminas que “invadem” as lojinhas e as tornam super coloridas e fofas.



Há muitos lugares interessantes para se visitar em Nova Délhi e Jaipur, a fim de perceber a diversidade disponível para vendas. Em Jaipur, cidade do Rajastão, vale a pena conhecer a região conhecida pelos Gates, sendo eles Singh Pol, Ajmeri, New, Sanganeri e Ghat Gates, além de superinteressantes lá estão localizados os maiores bazares da cidade, do qual eu destaco o Bapu Bazaar.

Em Nova Délhi, encontra-se o Janpaht Market na região do Connaught Place, o mercado Karol Bagh, próximo à estação de metrô do mesmo nome, e o Dilli Haat, este sendo um bazar bem organizado pelo fato de ser fechado, no estilo “feirinha”, onde os estrangeiros pagam 100 rúpias para entrar.



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31/03/2017 • 15:32:08

10 curiosidades sobre a Índia

Selecionamos 10 curiosidades sobre a Índia, de acordo com nossa visão, confira:




 

Selecionamos 10 curiosidades sobre a Índia, de acordo com nossa visão, confira:

1 –  O trânsito, sem muitas leis, é caótico e as buzinas incessantes é marca registrada, mas acreditem, poucos acidentes são vistos;

2 –  Além dos carros, ônibus, motos, tuk-tuks e bicicletas, o trânsito é dividido com muitas vaquinhas;

3 –  A comida é muito apimentada e em algumas regiões é totalmente vegetariana, não encontrando nem peixe e carne de frango;

4 –  As comidas de redes internacionais são diferentes, seguindo a tradição do país. Existem lanches estranhíssimos no Mc;

5 – Os Indianos comem com a mão direita, pois a esquerda é considerada a mão impura – serve para limpar as necessidades;



6 –  Você vai se deparar com banquinho e baldinho para tomar banho nos hotéis em que ficar hospedado, mas fique tranquilo que o chuveiro tradicional também estará disponível.

7 – Há descarga na maioria dos banheiros (acho que de todos apenas um não tinha), assim como vasos convencionais;

8 – A mulher que deseja abrir um negócio na Índia precisa ter um sócio do sexo masculino;

9 – Todo indiano sonha em ter suas cinzas jogadas no Rio Ganges, pois acreditam que dessa forma não reencarnam mais;

10 – Sim, os dalits existem e são considerados aqueles que nasceram da poeira e por isso não pertencem a nenhuma casta.

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