Congresso sinaliza ser a favor da inclusão de militares na reforma da Previdência

Pesquisa entrevistou deputados federais que vão analisar a proposta do governo

Congresso sinaliza ser a favor da inclusão de militares na reforma da Previdência -


Pesquisa divulgada pelo Instituto Paraná Pesquisas nesta semana mostrou que 83,1% dos deputados federais ​entrevistados ​são a favor da inclusão de militares na reforma da Previdência, que foi apresentada hoje (20) pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) no Congresso Federal.


De acordo com o levantamento, 233 deputados federais dos 513 que compõe​m​ a Câmara foram entrevistados pelo instituto.

Questionados sobre os militares, 83,1% disseram ser a favor da participação deles nas novas regras da Previdência. 13,2% ​disseram ser contra e 3,8% não sabem ou não opinaram.

"A amostra foi ponderada conforme a distribuição das cadeiras por partido na Câmara dos Deputados e por regiões brasileiras. O trabalho de levantamento de dados foi feito através de entrevistas pessoais ou telefônicas entre os dias 11 e 14 de fevereiro de 2019, sendo auditadas simultaneamente à sua realização, 20,0% das entrevistas", explicou a Paraná Pesquisas.

IDADES E PODER JUDICIÁRIO

A pesquisa mostra, também, ​que 89,1% dos parlamentares ​apoiam a inclusão de servidores públicos na reforma e 91,1% ​são a favor que​ funcionários do Poder Judiciário ​integrem a mudança.

Perguntados se concordam com a reforma previdenciária no momento político vivido no país, 73% disseram que sim, 24,6% discordaram e 2,4% não sabem ou não opinaram.

De forma geral, a maioria dos deputados entrevistados (35,6%) concorda com a proposta de idades mínimas para aposentadoria apresentada pelo governo: 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, com 12 anos de transição.

A maioria deles (61,1%) também acredita na criação de um sistema único de Previdência, ou seja, onde todos os trabalhadores, independentemente de serem do setor público ou privado, militares ou oriundos do Poder Judiciário, fossem regidos sob as mesmas regras para poder se aposentar.

O governo calcula que a reforma vai permitir uma economia de R$ 800 bilhões a R$ 1 trilhão nos próximos dez anos.

Por se tratar de uma PEC, a reforma da Previdência precisa ser votada em dois turnos na Câmara e no Senado, com o apoio de no mínimo três quintos dos deputados e dos senadores em cada votação.


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