A deputada estadual Beth Sahão (PT) encaminhou ao procurador-geral de Justiça de São Paulo, Mario Luiz Sarrubbo , uma solicitação de providências quanto à fiscalização e eventual suspensão do aplicativo Discord, muito popular entre adolescentes e que vem sendo utilizado como ferramenta para envolver jovens em um submundo de violência extrema.
No documento protocolado na última terça-feira, 27 de junho, a parlamentar também solicita ao representante da Procuradoria Geral do Estado de São Paulo (PGE-SP) que considere a possibilidade de restrição ao acesso da plataforma por menores de idade.
A iniciativa da deputada é motivada pela crescente popularidade e utilização do Discord por parte de crianças e adolescentes, e, neste sentido, requer que sejam adotadas medidas efetivas para garantir a segurança desses jovens.
O Discord é uma plataforma de comunicação online que permite a interação em tempo real por meio de texto, voz e vídeo, e embora tenha sido inicialmente desenvolvido para jogadores, atualmente é amplamente utilizado por pessoas de todas as idades, inclusive por criminosos que se valem do livre acesso para perpetrar atos bárbaros que têm adolescentes como principais alvos.
Reportagens recentes realizadas pelo jornal Folha de São Paulo trouxeram uma nova investigação sobre o submundo perverso na plataforma, onde predadores estão à caça exatamente deste tipo de público. Os conteúdos incitam a exploração sexual, pedofilia, automutilação, tortura, racismo, apologia do nazismo, maus-tratos de animais e incitação a assassinatos.
Uma das matérias denuncia que as vítimas que participam de transmissões ao vivo dentro do Discord passam a ser chantageadas a cumprir desafios. Se não aceitam, fotos íntimas são vazadas.
Um dos criminosos, ainda de acordo com a denúncia, tem vários aparelhos de armazenamento e revela uma coleção cruel: "backup das vagabundas estupráveis". Em cada pasta, o nome de uma vítima. São dezenas de meninas violadas, chantageadas, expostas, catalogadas.
Depois que as reportagens foram publicadas, quatro suspeitos foram detidos pela Polícia Civil de São Paulo, que não revelou detalhes das prisões porque as investigações ainda estão em andamento.
“O Discord tem sido palco de diversos incidentes e situações preocupantes, tais como assédio, abuso, cyberbullying, exposição a conteúdo inadequado e até mesmo atividades ilegais, conforme recentemente denunciado pela mídia nacional. A facilidade de acesso e a falta de controle efetivo têm possibilitado a presença de comportamentos impróprios e prejudiciais à integridade física e emocional dos jovens usuários”, ressalta a deputada
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