De acordo com as investigações, a fábrica, alvo da operação, está instalada na cidade de Taquara, na região metropolitana de Porto Alegre. O empresário de Rio Preto, preso nesta quarta-feira (12) é sócio-proprietário da fábrica de laticínios que estaria adulterando os produtos. Por meio das Promotorias de Justiça Especializada Criminal de Porto Alegre e de Defesa do Consumidor, foi identificada a produção de derivados lácteos – leite UHT, composto, leite em pó, soro, entre outros - com adição de soda cáustica e outros produtos nocivos à saúde, como água oxigenada. Além disso, foram detectados “pelos indefinidos” e pontos de sujeira dentro de embalagens. A Justiça ainda não autorizou a divulgação das marcas.
O empresário de Rio Preto foi preso em casa por policiais militares e promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Os mandados judiciais foram cumpridos durante a operação Leite Compen$ado, deflagrada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul com o apoio do Ministério Público de São Paulo. Com o empresário, os policiais apreenderam R$ 295 mil, US$ 15 mil e € 5 mil euros, além de uma carabina e uma pistola registradas no nome dele.
Esta é a décima terceira fase da operação, que teve início 11 anos atrás. O químico industrial conhecido entre os fraudadores como o “alquimista” ou o “mago do leite” foi novamente preso.
O “alquimista” já havia sido alvo da quinta fase da operação, em 2014, quando foi descoberta a sua participação na adição de soda cáustica, bicarbonato de sódio e água oxigenada nos produtos de uma indústria em Imigrante, no Vale do Taquari. Agora, depois de ser absolvido de uma condenação de 2005 por fato semelhante e ter sido imposta medida cautelar contra ele pela Justiça em Teutônia, além de estar aguardando há dois anos para colocar tornozeleira eletrônica e ainda há mais tempo pelo desfecho do processo judicial da Leite Compen$ado 5, o “mago do leite” é mais uma vez alvo do MPRS.
Em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), Receita Estadual, Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM), Ministério Público de São Paulo (MPSP) e Delegacia do Consumidor da Polícia Civil (DECON), o MPRS comprovou a participação do “alquimista” – que está impedido pela Justiça de trabalhar em laticínios – em um fábrica na cidade de Taquara. Com isso, 110 agentes cumpriram quatro mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em empresas e residências de Taquara, Parobé, Três Coroas, Imbé e na capital paulista. O laticínio, conforme a apuração, o contratou para assessorar na produção. Foram presos o químico, o sócio-proprietário da indústria, em Rio Preto, e dois gerentes. A ofensiva contou também com o apoio da Brigada Militar.
Conforme o MP, os produtos da empresa investigada têm ampla distribuição no Brasil e são exportados para a Venezuela. A empresa já forneceu laticínios para escolas e a outros órgãos públicos.
O promotor de Justiça Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, explica que a soda cáustica é usada para ajustar o PH do leite e diminuir a sua acidez e, ainda por cima, volatiza ou desaparece rapidamente, não sendo detectada nas análises. “Além de aprimorarem as fórmulas para adulteração, também aprimoraram as práticas criminosas. Eles utilizam alguns códigos – ‘vitamina’ e ‘receita’ – para tentar despistar qualquer tentativa de investigação. Vale lembrar que as irregularidades não foram detectadas apenas no leite UHT, mas no leite em pó, em compostos lácteos para fazer bebidas derivadas do produto e no soro de leite. Por exemplo, sobre o composto lácteo, eles chegam a reprocessar o produto vencido para reutilizá-lo novamente. Já a água oxigenada ou peróxido de hidrogênio, serve para matar micro-organismos e recuperar produto em deterioração. Isso, sem falar da soda cáustica, que pode conter metais pesados, alguns, inclusive, cancerígenos”, destaca Alcindo Bastos.
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