Uma pesquisa de Iniciação Científica, desenvolvida no Departamento de Fisioterapia (DFisio) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), pretende observar se há associação entre o comportamento da higiene íntima das mulheres brasileiras e possíveis sintomas vulvovaginais mais prevalentes nesse público.
Para isso, estão sendo convidadas voluntárias de todo o País para colaborarem com a pesquisa, cuja expectativa é contribuir para orientações sobre higiene íntima e divulgação dos riscos do uso de alguns produtos vaginais. As participantes precisam apenas responder um questionário eletrônico com questões objetivas sobre o tema.
O projeto é desenvolvido pela graduanda Marina Bonetti Alves, sob orientação de Patricia Driusso, docente do DFisio e coordenadora do Laboratório de Pesquisa em Saúde da Mulher (Lamu) da UFSCar. De acordo com a estudante, a higiene íntima é um comportamento e, portanto, varia conforme fatores sociais, percepção sobre questões de saúde, condição de acesso à água limpa no domicílio, informações e acesso a locais privados e confortáveis para permitir com que a mulher faça sua higiene.
"De uma forma geral, a higiene íntima se relaciona com a quantidade de banhos, uso e troca de absorventes, o tipo de absorvente, o tecido da roupa íntima, produtos utilizados, práticas que a mulher tem ao ir ao banheiro e cuidados antes e depois de uma relação sexual", explica.
A associação entre a higiene íntima e alguns sintomas vulvovaginais já foi levantada em estudos anteriores que apontaram, por exemplo, que mulheres que já usaram pelo menos um produto, como óleo, hidratante ou desodorante, na região vulvovaginal em algum momento da vida apresentaram, aproximadamente, três vezes mais chances de relatar sintomas como coceira, queimação e vermelhidão em relação a outras que nunca utilizaram produtos.
Marina Alves destaca que já se sabe que algumas práticas de higiene íntima podem acarretar problemas para a mulher.
"A ducha higiênica, por exemplo, que consiste em lavar o canal vaginal com água e/ou com outros líquidos, vem sendo, na literatura, associada a doença inflamatória pélvica, fertilidade diminuída, vaginose bacteriana e gestação ectópica, quando o embrião se fixa e se desenvolve fora do útero", exemplifica.
Diante disso, o estudo pretende compreender os hábitos de higiene íntima das brasileiras, identificar os produtos que elas utilizam e analisar se há associação entre isso e possíveis sintomas vulvovaginais que as mulheres podem apresentar. A ideia é que, a partir das informações levantadas, a pesquisa possa contribuir para orientações sobre boas práticas de higiene íntima feminina e alertar sobre os riscos do uso de alguns produtos nessa região.
Voluntárias
Para realizar a pesquisa, estão sendo convidadas mulheres brasileiras, a partir de 18 anos, de qualquer região do Brasil, para responderem um questionário online. O formulário pode ser acessado neste link e tem questões objetivas que envolvem a temática da higiene íntima. A privacidade e o sigilo dos dados são garantidos. A pesquisa tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar.
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