"Pensamos que fosse alguma brincadeira ou ela tivesse fugido", diz policial que encontrou criança tremendo de frio

Caso aconteceu durante a madrugada desta segunda-feira (14), em Birigui

"Pensamos que fosse alguma brincadeira ou ela tivesse fugido", diz policial que encontrou criança tremendo de frio - Reprodução


O sargento da Polícia Militar, André de Souza Pinto, disse que pensou junto com os outros PMs que participaram da ocorrência, que fosse algum tipo de brincadeira ou que a criança encontrada durante a madrugada desta segunda-feira (14), em Birigui, tremendo de frio, tivesse fugido de casa.


O menino, de quatro anos, foi encontrado por uma mulher em uma rua do bairro Margareth Vargas descalço, de shorts, tremendo de frio, enquanto os termômetros indicavam 12ºC na cidade. A PM foi chamada e deu andamento a ocorrência.

"Depois vimos que era algo mais sério. Ele [​​o menino] estava com muito frio e a atitude da senhora que a encontrou e acionou a polícia foi essencial. Colocamos ele dentro da viatura, fomos conversando com moradores e os PMs fizeram o trajeto com ele para ele indicar onde morava, mas não conseguiu", disse o PM. A polícia só conseguiu encontrar a casa após conversar com moradores do bairro.

"Colocamos nossas japonas (jaquetas usada pelos policiais) nele e ele acabou até dormindo na viatura. Parecia bem tranquilo e confortável com a gente. Fizemos um trabalho muito responsável com ele porque é uma criança, né?", completou o sargento.

​F​oi apurado que a mãe do menino seria usuária de crack e havia deixado a criança dentro de um carro abandonado perto de sua casa. O Conselho Tutelar foi acionado e acompanhou a ocorrência, levando posteriormente o menino ​à​ Casa Abrigo. Uma mulher chegou a entrar em contato se identificando como mãe do garotinho, mas ela não compareceu no plantão policial.

A Polícia Civil vai investigar o caso e a mulher deverá ser indiciada pelo crime de abandono de incapaz.

​"Abrigamos a criança para aquecê-la e depois a levamos até o IML (Instituto Médico Legal) para fazer exame de corpo de delito. A mãe já foi notificada para ir até a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) para prestar depoimento e eu determinei a instauração de um inquérito policial", finalizou o delegado Nilton Marinho.​


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